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A Associação dos Adeptos da Culinária Japonesa – AACJ - foi criada com o objetivo de agregar pessoas interessadas em conhecer, experimentar e adotar o hábito de consumir uma das culinárias mais sofisticadas, saudáveis e nutritivas do mundo.
Hoje este interesse é perceptível principalmente nas grandes cidades em função da preocupação global com a alimentação saudável e com a longevidade ... mas nem sempre foi assim.
História
Foi em 1995 que Marcello Giuseppe Deliza, até então um degustador de macarronadas e pizzas como todo bom descendente de italianos, inscreveu-se em um curso de sushi e sashimi e a partir daí nunca mais parou de se aprofundar no assunto, ficando encantado pela comida japonesa e se especializando cada vez mais no preparo de sushis, sashimis e alguns pratos quentes.
Fanático pela culinária japonesa e com habilidades de um sushiman, Marcello começou a ser convidado cada vez mais pelos amigos para fazer almoços e jantares e também promover festas típicas japonesas. O hábito da degustação da comida japonesa entre amigos difundiu-se rapidamente e de maneira espontânea, e começaram a surgir solicitações para a realização de cursos rápidos para a difusão das técnicas da arte de fazer sushi e sashimi.
No começo dos anos 90 ocorreu a "crise do salmão", deflagrada quando foi descoberta a contaminação do salmão cru pelo parasita do cólera Diphyllobothrium ssp. A freqüência dos restaurantes japoneses caiu 60%. Por outro lado, a ABCJ (Associação Brasileira de Culinária Japonesa), que até então tinha somente 60 estabelecimentos filiados, viu este número triplicar porque o fortalecimento desta entidade passou a ser a maneira de enfrentar a crise.
A ABCJ articulou a importação e o transporte de salmão congelado com os Ministros da Pesca e da Agricultura, abastecendo o mercado (restaurantes conveniados) de produtos sem qualquer tipo de contaminação.
Marcello Giuseppe Deliza, principal articulador dos encontros entre amigos em torno da culinária japonesa, interessou-se em filiar-se à ABCJ mas não obteve êxito, já que a entidade só aceitava filiados com perfil de pessoa jurídica. Foi aí que surgiu a idéia da formação da AACJ - Associação dos Adeptos da Culinária Japonesa, entidade a qual poderia se associar qualquer pessoa (física ou jurídica) desde que gostasse da culinária e/ou da cultura japonesa.
Os cursos promovidos pela AACJ no final dos anos 90 eram realizados em São Paulo na sede da Associação Cultural e Assistencial Mie Kenjin do Brasil, na Vila Mariana e tinham como "sensei" (professor) o campeão nacional de Sushi da época (segundo a ABCJ), Eduardo Kenji e ensinavam técnicas básicas de preparo de pratos tradicionais como sushi e sashimi.
O sucesso das iniciativas da AACJ, voltadas ao compartilhamento de experiências e técnicas culinárias orientais, expandiram-se pelo interior de São Paulo em cidades como Jacareí, Lençois Paulista e Campinas.
Em julho de 1997, Marcello, o idealizador e criador da AACJ, mudou-se para Lima, no Peru, para prestar serviços de consultoria na sua àrea de atuação profissional (informática e saneamento), deixando a associação aqui no Brasil somente com a manutenção básica.
Marcello teve então a oportunidade de conhecer os restaurantes japoneses situados no Peru, um país de grande tradição pesqueira e também grande pólo de imigrantes japoneses (é o segundo país com o maior número de japoneses depois do Brasil) e a levar também para o Peru a AACJ, criando a AACJ/Pe com cursos ministrados pelo renomado Chef Juan Cuestas (na época, sushiman do Makoto Sushi Bar de Lima).
Foi com a expansão das atividades da AACJ para Lima no Peru e com perspectivas de trabalho na Argentina, Chile e Colômbia que Marcello teve a idéia de deixar a AACJ em cada um desses países criando a AACJ/AL – Associação dos Adeptos da Culinária Japonesa da América Latina. Um sonho que ainda não foi possível realizar.
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